domingo, 13 de junho de 2010

Eu sei.

Eu sei que tu não vais
decifrar, absorver
a totalidade do que quero
te dizer; esse lero-lero
de pródigos pensamentos,
colocados em códigos
coerentes somente a mim.

Ainda sim, gostaria
que procurasses, bem
no fundo, a semelhança
entre a tua crença
e o meu mundo,
e resolvesses os impasses
normais, superficiais.

É um desperdício
todo esse lamento,
esse atrito, esse aflito
sentimento constante
de iminente perda
e reconciliação
sem razão de existir.

O meu sacrifício
sempre foi e ainda é
para manter o ambiente
ameno, aprazível;
e o que lutei, calado,
do mesmo lado que o teu,
somente eu sei.

3 comentários:

  1. As verdades ditas assim tomam ar de força motriz. Expande-se o verbo, mas clareia as intenções. Abs meu caro. Bom ler-te.

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